Histórias sobre aprender e ensinar com e na natureza

Duas crianças plantam juntas, em vasos de barro.

26 jan Histórias sobre aprender e ensinar com e na natureza

Percurso formativo para professores baseado em histórias reais, mostradas no filme O Começo da Vida 2: Lá Fora

O programa Criança e Natureza lança a publicação “Histórias sobre aprender e ensinar com e na natureza, destinada à formação de professores, com um percurso baseado em histórias reais, mostradas no filme O Começo da Vida 2: Lá Fora.

O material, elaborado em conjunto com a área de educação do Instituto Alana, traz exemplos práticos de como as escolas podem desemparedar crianças e adolescentes, incluindo mais natureza em seu dia a dia – e não apenas com fins de recreação ou lazer, mas utilizando espaços externos, e o próprio território no qual a escola está inserida, em consonância com a BNCC – Base Nacional Comum Curricular.

“Partimos das histórias contadas no filme por professores e educadores de diversas localidades e países, e montamos um percurso formativo que aborda todo o ciclo da educação básica, desde Educação Infantil até o Ensino Médio”, conta Paula Mendonça de Menezes, assessora pedagógica do programa Criança e Natureza.

Crianças pequenas caminham empolgadas por um corredor na escola.O material leva em conta os espaços que as crianças frequentam e propõe uma ampliação à medida que elas crescem e ganham autonomia, iniciando com o pátio escolar, depois o bairro e a cidade, terminando com áreas protegidas. O primeiro capítulo, sobre Educação Infantil, trata dos pátios escolares e mostra o exemplo de uma escola da rede municipal de Novo Hamburgo, SC, que notou a inquietação crescente das crianças quando ficavam o dia todo dentro das salas.

A partir desse problema, os caminhos propostos, os entraves que surgiram e as soluções encontradas são retratadas no material. Como tornar os pátios mais verdes, desafiadores e incluí-los no planejamento pedagógico e no currículo do município? Investir na formação de professores, conversar com os pais, explicar a importância de se passar mais tempo em áreas externas e retrabalhar os espaços oferecidos dentro e fora  da escola foram alguns dos caminhos. 

O segundo capítulo, que fala do Ensino Fundamental, propõe a expansão do espaço a partir da exploração do território no qual a escola está inserida: como mapear esse território? Como estabelecer parcerias para oferecer diversas atividades educativas? Como ajudar professores e pais a se sentirem seguros para essas saídas? “Aprender no bairro permite que a criança desenvolva suas capacidades cognitivas, incorporando novos conteúdos, mas também outras dimensões, como a física, a emocional e a cidadã”, diz Paula.

Crianças conversam e fazem um piquenique em um acampamento,O terceiro e quarto capítulos alargam os horizontes. Uma das histórias retratadas propõe trabalhar a origem e os ciclos do que é vivo no currículo escolar e mostra a experiência de uma iniciativa educativa na Cidade do México que cultiva hortas e produtos agrícolas com as crianças. A outra traz a dimensão das áreas protegidas, parques e da natureza selvagem, contando o exemplo de uma escola em Minas Gerais que promove acampamentos com as crianças dos anos finais do Fundamental 2 e propõe relação com conteúdos curriculares tanto do Fundamental quanto do Ensino Médio. “Além de reconectar crianças e adolescentes com a natureza, algo que é urgente, como o próprio filme mostra, acampar em um local onde não está tudo pronto, em que alunos e professores precisam montar seus abrigos, fazer fogueiras e cozinhar, desenvolve tremendamente a autonomia dos adolescentes”, explica Paula.

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