Os benefícios de brincar ao ar livre

Dados de pesquisa comprovam que a conexão com a natureza traz muitos benefícios para o desenvolvimento e para a saúde das crianças.

“Criança feliz, feliz a brincar, mil brincadeiras eu vou inventar”

Brincar na natureza estimula a criatividade: os brinquedos são criados e reinventados a partir de recursos encontrados durante a brincadeira: o galho que vira espada, a folha que vira um barquinho… Estudos com crianças escolarizadas mostram que nas áreas verdes da escola as crianças brincam de forma mais criativa e cooperativa. (Health Education Research,  2008)

“As estrelas nascem no céu, os peixes nascem no mar, não canso de investigar”

Estudos nos EUA mostram que, em escolas que usam a natureza como sala de aula, há uma melhora significativa no desempenho dos alunos em estudos sociais, ciências, artes da linguagem e matemática. (American Institutes for Research, 2005)

“Eu com as quatro, eu com ela, eu com todo mundo junto”

As crianças que brincam ao ar livre com regularidade de forma não dirigida e estruturada são mais capazes de conviver com os outros, mais saudáveis e mais felizes. (Archives of Pediatrics & Adolescent Medicine, 2005)

“Alecrim, alecrim dourado que nasceu no campo sem ser estressado”

Além de proporcionar a experiência do belo, o acesso à natureza aumenta a paz, o autocontrole e a autodisciplina em jovens que vivem na cidade. (Journal Of Environmental Psychology, 2002)

“Palma, palma, palma, pé, pé, pé, roda, roda, esbanjando alegria”

As crianças que brincam em diferentes ambientes naturais são mais ativas fisicamente, mais conscientes sobre sua alimentação e mais cuidadosas com o outro. (Health Education Research, 2008)

“Pirulito que bate bate, para de bater quando brinca”

Há forte evidência de que mesmo o mais leve contato com a natureza impacta ppositivamente no senso de comunidade. Há uma pesquisa que mostra que prédios cercados por vegetação apresentaram índice de criminalidade 52% menor do que prédios com baixa incidência de vegetação. (Environment and Behavior, 2001)

“Faz três noites que eu não durmo lá, lá, tá faltando brincadeira, lá, lá”

A natureza é importante no desenvolvimento infantil em cada um de seus aspectos: intelectual, emocional, social, espiritual e físico. (North Carolina State University, 2012)

“Sete e sete são quatorze, com mais sete vinte e um, brinco e presto atenção, não tenho dodói nenhum”

O contato com a natureza pode reduzir significativamente os sintomas de Transtorno do Deficit de Atenção e Hiperatividade (Journal of Attention Disorders, 2008), do estresse (Environment and Behavior, 2003) e até a ocorrência de doenças como miopia (Ophthalmology, 2008) e obesidade na infância.

“Cana, aipim, batatinha, ó quanta coisa gostosa para você Sinhazinha”

Crianças que plantam seus próprios alimentos (Environmental Education Research, 2008) são mais propensas a comer frutas e vegetais, têm um conhecimento maior sobre nutrição (Journal of the Academy of Nutrition and Dietetics, 2002) e têm maiores chances de manter hábitos alimentares saudáveis por toda a vida. (Hort Technology, 2006)

“Entrai na roda, ó linda roseira, vou cuidar bem de você”

A criança que convive com o meio natural e desenvolve afinidade em relação à natureza aprecia e zela pelo mundo à sua volta porque o respeita e o reconhece como seu ambiente de pertencimento. (The Journal of Developmental Processes, 2009)

“A dona aranha é desobediente, compra, compra, compra, nunca tá contente”

As crianças que crescem em contato com o ambiente natural são mais propensas a se tornarem consumidores adultos mais bem informados e a assumirem um estilo de vida mais consciente ambientalmente.

“A barata diz que tem uma tal de TDAH, é mentira da barata, isso é falta de brincar”

Passar tempo na natureza contribui com a redução do estresse (Environment and Behavior, 2003) e no tratamento da depressão e do Transtorno do Déficit de Atenção e Hiperatividade (TDAH). (Journal of Attention Disorders, 2008)

Ambientes naturais oferecem maiores oportunidades de movimento irrestrito (Prev. Medicine, 2003), diminuindo assim a probabilidade de obesidade.

Crianças que brincam mais tempo na natureza se tornam adultos com maior capacidade de resiliência emocional (NACC, 2008) e, consequentemente, mais dispostos a assumir riscos.

“Terezinha de Jesus, deu uma queda e continuou a brincar”

O ser humano aprende a avaliar e a correr riscos, cair e levantar, se machucar e curar desde cedo, na interação com o ambiente. Garantir à criança o brincar ao ar livre é proporcionar uma variedade de situações em que terá a autonomia de escolher os riscos que quer correr, gerenciá-los e aprender sobre eles. E, dessa forma, chegarão à vida adulta mais preparados e resilientes, capazes de lidar com as adversidades da vida. (Herrington & Pickett, 2015)